Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Campeonato Nacional de Escrita Criativa

Na próxima semana iniciar-se-á a segunda edição do Campeonato Nacional de Escrita Criativa, de Pedro Chagas Freitas.

Modo de funcionamento
Todas as Quartas-feiras será enviado, para todos os inscritos, o desafio escrito da jornada. Os inscritos terão até à Terça-feira seguinte para escreverem o texto que lhes é pedido e para o enviarem para o endereço de e-mail geral@escritacriativa.org.
O júri pontuará cada um dos textos de zero (0) a vinte (20) valores, de acordo com critérios de qualidade (literária e linguística) e originalidade. O vencedor do Campeonato Nacional de Escrita Criativa será aquele indivíduo (ou equipa) que somar, no final da décima segunda jornada, mais pontos no seu escalão.

Inscrição
Podem participar no Campeonato Nacional de Escrita Criativa todos aqueles que possuem a capacidade de escrever em língua portuguesa, independentemente da sua nacionalidade ou do país onde se encontrem.
Os participantes serão distribuídos de acordo com a sua idade pelos três escalões do Campeonato. As inscrições podem ser individuais ou por equipas.
O custo de inscrição é de trinta e cinco (35) euros – para todo o Campeonato.Para formalizar a inscrição, bastará enviar um e-mail com os dados pessoais para o endereço electrónico geral@escritacriativa.org – ao qual se responderá com brevidade para a inscrição ficar totalmente efectivada.
O número máximo de participantes será de cem (100) por escalão, sendo a inscrição é feita por ordem de chegada.


Eu e uma amiga daqui iremos participar. Convido-vos a juntarem-se a nós porque acima de tudo será uma experiencia interessante de escrita intensiva e uma forma de aprendizagem e divulgação.

Domingo, Novembro 01, 2009

O papel da escrita em mim

Existe uma pergunta que me tem atormentado um pouco: "Que papel é que eu quero que a escrita faça na minha vida?".

Aos 10 anos alguém muito especial, ensinou-me o que era um livro, o que era ler, o que era escrever... e a importancia da escrita. Foi alguém que me ensinou a respeitar o objecto livro, a respeitar cada estória, a respeitar aqueles senhores que escrevem o que tanto prazer e satisfação me dá.

Não existia, cá em casa, grande tradição de ler. Quase não existiam livros, não existiam habitos de leitura. Ao contrario, podendo ser um pouco paradoxal, há grande tradição de escrita na minha familia paterna. Tenho/tinha dois tios-avós que escreviam (e um ainda o faz) dentro dos seus estilos, e mesmo o pai... é sempre chamado para o discurso público, escrevendo algumas coisas, apesar de nunca ter entrado no campo da ficção.

Eu, quando descobri a leitura e o livro, já escrevia... essencialmente poesia. Lembro-me que ofereci um pequeno caderninho com poemas àquela pessoa que me ensinou tanto... Quase como uma moeda de troca? Acho que não foi propositado mas... talvez! Nunca escrevi de forma continuada. Escrevia uns anos mais do que outros, outros se calhar nem escrevia nada... mas tendo-se vindo a agravar.

Actualmente não consigo viver sem a escrita. Não, não o faço todos os dia. Todas as semanas? Se calhar sim, se calhar não... Confesso-me preguiçosa e sem disciplina nesta matéria. Escrevo melhor à noite, e de preferencia na altura em que estou a ficar com algum sono - não demasiado que não me deixe pensar. A Rute diz-me que é porque é nesses momentos que eu me liberto do stress do dia-a-dia e esqueço dos problemas. É nesse momento que o cerebro consegue ir para longe e entrar noutros mundos... Gosto de o fazer, e normalmente faço-o de rajada: 5 minutos e sai uma cena, às vezes isolada sem principio ou fim. Quantas vezes me passa o filme à frente dos olhos que mal tenho tempo para pegar na caneta para descrever tudo o que "vejo"?

Mas voltando ao meu "dilema"... Aprendi a respeitar imenso o livro, o autor e o que é escrito. Um respeito que, misturado com a minha falta de confiança, condiciona o meu caminho. "O que escrevo eu que possa comparado com... alguém?" Não quero desrespeitar quem tanto respeito. E é por isso que não levo a sério o que escrevo. Faço-o simplesmente por gosto e por prazer do momento.

Se gostava de levar a escrita mais a sério? Sim... Se irei fazê-lo...? O futuro o dirá.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

Hoje estamos de parabens: 3 anos!

Faz hoje três anos que tomei uma decisão que não sabia como mudaria a minha vida: abri este espaço - o Ticho. Não sabia como mudaria a minha forma de estar na vida, os meus conhecidos, os meus amigos, os meus contactos, os meus interesses... No fundo, como me iria mudar. Foi sem dúvida das decisões mais acertadas que já tomei na vida. Porque mais do que um espaço na internet, mais do que um espaço onde vou colocando umas coisas e escrevendo outras, brincando e desabafando com algumas pessoas que no início até nem sei nada sobre elas, foi um espaço que me transformou. Foi aqui que desabafei alguns momentos da minha vida, foi aqui que perdoei algumas pessoas, foi a escrita que me ajudou a sair um pouco mais do mundo em que me escondia e olhar mais para fora e para os outros... No fundo ajudou-me a tornar-me uma pessoa melhor. Devo-o ao Ticho, devo-o a vós, mas acima de tudo, e desculpem-me o egoismo, devo-o a mim.

Este ultimo ano tem sido muito mais parado por aqui e com muito menos interesse. Sei-o e tenho consciência disso. Sei que está a tornar-se um lugar banal e sem grande interesse... Mas espero que ainda volte a entrar em forma! Mas desde o momento em que abri o Eu e Outro Eu, que algumas coisas que naturalmente escreveria aqui, agora estão lá. Confesso-vos que estive já para fazer uma pausa por aqui, mas como poderia?! Como poderia fechar uma "casa" que me deu tanto, em deterimento de outra?

Aqui já passei muitos momentos, muitos sorrisos, muitas conversas, e até muitas lágrimas. Agradeço-vos o carinho, a companhia, a amizade... Espero que possa passar muitos outros momentos sempre com a vossa companhia.

CA

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Desafio: Vamos escrever uma estória? - o regresso!



Os meus comentadores mais antigos lembrar-se-ao do meu primeiro desafio "Vamos escrever uma estória?", baseada na imagem de Joana Ramos, do qual resultaram 17 estórias fantasticas...


... Mas hoje tenho uma retificação a fazer... Não foram 17 mas... 18! Entraram-me casa a dentro a dizer que, passado mais de um ano o desafio tinha sido respondido!! Imaginam a minha cara de espanto?? Pois é, mas é mesmo verdade. Ora cá vai a estória:




"E mais um dia. Mais um dia que não anda nem para traz nem para frente. Tudo igual: a mesma luz do sol ofuscante, a mesma forma de andar e mesma forma de respirar.

E eu entro, fecho a porta. Como mais nada me apetece fazer, refugio-me…

Dirigindo-me à uma outra porta interior livro-me de tudo que tenho nas costas, nas mãos e nos ouvidos, dou repouso ao meu mp3, que também só tem oportunidade para isso quando eu tenho possibilidade de me isolar num silêncio completo.

Entro então no quarto, que já não é meu, não é de ninguém se não o do meu sapinho…é o meu esconderijo, o meu descanso, do mundo e dos meus pensamentos.

Sempre na mesma posição e na mesma companhia do meu animal de estimação e do semi-escuro lugar, deixo-me inspirar e aliviar os meus olhos de todo o pesadelo que passam lá fora.

É o momento em que não tendo musica nos ouvidos posso reflectir, pensar e/ou imaginar uma vida que nunca foi nem seria a minha nem de ninguém, ou posso simplesmente pensar em nada de específico, porque os pensamentos surgem incontroladamente.

A vida é esquisita e mais esquisita se torna quando penso nela…mas penso...e quando penso no meu passado lembro-me do meu príncipe. Este é o lugar em que dou asas aos meus pensamentos e a minha fraca imaginação. Eu sempre me imaginei uma princesa, não é por infantilidade, mas por dar mais graça aos meus pensamentos. Gosto de contos de fadas, no entanto, sempre me emocionei mais com histórias que não acabam propriamente com ‘e viveram felizes para sempre’.

Nem tudo tem que acabar bem e/ou sempre da mesma forma. E eu já tive um príncipe, tive no passado, no presente já não tenho...mas isso não me incomoda, até porque a minha história não acabou nem eu tento adivinhar o fim dela. Sou, como me imagino, uma princesa sem príncipe. Estou sozinha, mas nunca me considero como tal...tenho sempre o sorriso e a companhia do meu sapinho que se não fosse ele não precisaria sequer acender o meu velho castiçal, porque ele nunca se deu bem com o escuro e a electricidade aqui já há muito que deixou de passar... Um sítio abandonado, mas que se torna tão acolhedor para mim...

Voltando as minhas lembranças: sou portanto uma princesa que outrora viveu apaixonada e já se sentiu correspondida. A minha história até podia ser escrita como um conto de fadas vulgar, mas como eu não gosto de coisas vulgares, a minha história tomou um rumo diferente.. Continuo a ser princesa, o meu príncipe é que deixou de ser meu. Mudou. Não fui eu, mas sim ele, e eu não mudo de príncipes como quem muda de meias. Deixei simplesmente de o ter. Custou. Outrora ele era o meu único pensamento. Já passou. A pessoa que eu amei continua a viver mas o meu príncipe morreu.

Agora nada mais resta se não recordações...

O meu lugar favorito onde o tempo não passa e eu vivo descansada, esse é o meu mundo e a música é o meu segundo mundo, o mundo que é quando eu ponho os meus pés fora deste...

Evito o olhar do mundo comum porque me cega os meus olhos...é o sol, mas também são os actos humanos que por mim são incompreendidos.

A minha história não acabou porque o meu mundo é eterno..."

Por Lininha publicada aqui.


Deixo aqui um especial agradecimento à Lininha por me fazer ver que as coisas ficam e perduram... e quantas vezes não acontece sem mesmo sem nós sabermos?! E agradeço imenso a estória, e por teres cumprido o que prometeste à tua amiga. Respondendo-te directamente a algo que me escreveste: como poderia não publicar aqui?!

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Viste?

"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos..."



também aqui

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

This is it!

Esta semana saiu a "nova" música do Michael Jackson que, apesar de já estar envolta em polémica, acho-a muito bonita, e com excelente sonoridade...

... Aproveitem e deliciem-se!

Nota: Nunca tinha colocado aqui um post sobre MJ porque o meu sentimento sobre este senhor é variável/instavel... mas arte é arte... e esta musica é para mim uma obra de arte.

Segunda-feira, Outubro 12, 2009

Lançamento do livro Pin em Lisboa

Há hora combinada, lá estavamos nós para a apresentação do livro "Pin - Uma explicação de ternura", no Núcleo Arqueológico da Manutenção Militar.


A apresentação ficou ao cargo do editor e amigo Carlos Lopes.
A Luísa de forma comovida deixou também algumas palavras iniciais.

O lançamento contou com a participação de Pedro Branco com os seus momentos musicais...

A leitura dos poemas foi acompanhada pela música extraordinária de Pedro Lopes

A Luísa brindou-nos com a leitura de alguns dos seus poemas...
O filho Guilherme participou com a leitura de um dos poemas mediante o olhar orgulhoso da mãe
Depois seguiu-se a leitura de um poema ternurento entre mãe e filho...

... numa explicação de ternura

O momento contou ainda com a leitura de Celeste Pereira, que interpretou e deu vida de forma arrepiantemente bela alguns poemas...
E quase no final, um momento de partilha entre amigos...

No final, aconteceu um momento único... A Luísa cantou para os amigos, ao som da viola de Pedro Branco (infelizmente sem foto).

.... E foi assim, uma tarde bem passada, com muitos amigos, partilhas... momentos maravilhosos... numa explicação de ternura.

Fotos minhas do lançamento do livro Pin de Luísa Azevedo




Após apresentação, ficou o encontro com amigas...

Eu, AnaMar e Paula Raposo, com fotografia de Maria Clarinda

 
Ticho