domingo, fevereiro 28, 2010
Águas de Março porque...
... Março está aí e chove bastante. Venho assim embalar-me ao sabor da chuva e ao sabor destas águas de Março, que trazem a alegria a antever a chegada da Primavera.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Não, não abandonei...
... este espaço. Mas vários motivos têm-me feito estar ausente. O mais significativo foi que, há quase 3 semanas que fiz um entorce no pé, que se foi agravando tendo ficado sem mexer o pé e sendo obrigada a ficar em casa em repouso absoluto. E quando é absoluto, quer tambem dizer nada de computador e más posições! Agora já estou um pouco melhor e roubei 10 minutos para vir aqui. Mas ainda há um caminho a percorrer e estou só a dar os primeiros passos... os proximos dias serão muito importantes e por isso nada de abusos!
Deixo-vos a todos os que vão passando e a todos os que aqui chegarem muitos beijinhos e um abraço de carinho imenso, e a certeza de que em breve voltarei em força...
Deixo-vos a todos os que vão passando e a todos os que aqui chegarem muitos beijinhos e um abraço de carinho imenso, e a certeza de que em breve voltarei em força...
domingo, fevereiro 07, 2010
Sim era uma lágrima que caiu...
... naquele momento que me olhaste. Não queria mostrar-ta para que caísse solitária em mim. Era como se transportasse todo sofrimento, todas as dores, todas as desilusões que tinha até ao momento. Uma lágrima que me percorria lentamente o rosto e quando caiu... Escreveu num só instante todo o carinho que tenho por ti. E foi assim que me senti repleta de tudo e de tanto. Mas não foi fácil. Doeu, tenho que te confessar mas, no final, o coração... Cantou de felicidade! Chegou finalmente o momento de também eu ser feliz.
Este foi o meu texto para a 9ª jornada do
Campeonato Nacional de Escrita Criativa.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Para lembrar...
... porque há coisas que não podem ser esquecidas.
Auschitz - 65 anos
Fica o silêncio, o respeito, a tristeza, o arrepio... e a coragem de quem sobreviveu! Gostava de pensar que estas imagens não se repetem no presente ou não poderão repetir no futuro, mas... infelizmente não consigo.
terça-feira, janeiro 26, 2010
Só quero ser feliz...
Muita coisa acontece e vai acontecendo na nossa vida. Mas há que não esquecer que devemos lutar para sermos felizes. E é assim, que chego a mais um aniversário: com a certeza que ando a lutar para isso. Hoje, aqui e agora... pensando na felicidade do viver no presente.
Obrigada por me acompanharem por mais um ano, e se juntarem a mim neste meu 27º Aniversário! É bom ter-vos por perto...
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Entrevista a Fernando Pessoa...
A minha Entrevista a Fernando Pessoa (FP)...

CA: Muitos perguntam-se o porquê de criar os seus heterónimos. Pode-me revelar o porquê?
FP: Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?
CA: Mas muitos acham-no louco. Que considerações faz sobre isso?
FP: O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.
CA: E essa inadaptabilidade que sentimentos lhe traz?
FP: A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.
CA: Para além da Ofélia Queiroz, que até influenciou a sua escrita, não teve muitos amores. Porquê?
FP: Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos
CA: E a sua vida é tudo o que desejaria?
FP: A vida é para nós o que concebemos dela. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida. E viver não é necessário; o que é necessário é criar. Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa...

CA: Muitos perguntam-se o porquê de criar os seus heterónimos. Pode-me revelar o porquê?
FP: Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?
CA: Mas muitos acham-no louco. Que considerações faz sobre isso?
FP: O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.
CA: E essa inadaptabilidade que sentimentos lhe traz?
FP: A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.
CA: Para além da Ofélia Queiroz, que até influenciou a sua escrita, não teve muitos amores. Porquê?
FP: Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos
CA: E a sua vida é tudo o que desejaria?
FP: A vida é para nós o que concebemos dela. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida. E viver não é necessário; o que é necessário é criar. Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa...
Texto meu enviado na 7ª Jornada do
Campeonato Nacional de Escrita Criativa
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Sonhem com...
"Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações." (Augusto Cury)
terça-feira, janeiro 05, 2010
O filme... Les Uns e Les Autres!
Este fim-de-semana tive a oportunidade de ver um grande filme dos anos 81, um musical frances epico de Claude Lelouch: Les Uns et Les Autres (Uns e Outros).
São mais de quatro décadas brilhantemente contidas em cerca de três horas de filme que nos deixam sem fôlego – quem diria que, afinal, somos todos iguais? Bem, mas uns mais iguais que outros, já diz a canção do filme...
Durante mais de 40 anos, quatro países são unidos por duas forças tão poderosas quanto opostas na sua mais pura essência: a guerra e a música. Poder-se-ia falar de amor, claro, mas o amor romântico em Les Uns et les Autres supera-se a si próprio pela sensibilidade extrema que compõe a aura magnética de todo e cada protagonista que são, na sua pequenez, elementos da frágil teia de quem respira Arte como vida, de quem faz do palco a sua casa, tornando-se essa mesma teia subitamente esburacada por destinos e obrigações que o homem comum dolorosamente impõe, incapaz de perceber o quão infinitamente sublime e necessária é a dádiva do próprio corpo como veículo quase voluntariamente martirizante na ajuda na construção da beleza e da Arte – e, por conseguinte, do verdadeiro Amor.
Les Uns et les Autres é apresentado como um filme «simples, com pessoas como nós, mas que talvez sofrem mais devido à sua sensibilidade»; é talvez pela aparente despretensão de Lelouch que as quatro narrativas em paralelo se desenrolam harmoniosamente - ao longo de momentos da 2ª Grande Guerra e Guerra da Argélia - indo convergir numa só, numa iniciativa pela paz – o evento da Cruz Vermelha/Unicef – onde todos estão presentes ou representados, e por sua vez se fazem representar através dos meios de comunicação com que estão mais familiarizados: a música. A Torre Eiffel surge então como elemento unificador e cenário, simbolizando não só uma Paris-cidade europeia mas também a Paris das conversações de paz, das organizações humanitárias, das escolas de arte e do poder de centralização do Amor, do tal Amor maior que a própria humanidade, exibindo-se a performance final como uma metaforização da arma mais poderosa do mundo, e que só é passível de ser utilizada na sua total plenitude quando todos cooperam nessa mesma unificação.
O filme inicia-se e acaba com uma mesma sequência que o havia de tornar famoso – e até influenciar a tradução que o título sofreu em diversos países, que o chamaram simplesmente Bolero –, conseguindo transformar as quatro narrativas principais, que correspondem aos quatro países onde o filme tem lugar, num só fio dourado perfeito e circular que encaixa como uma grinalda na cabeça de Jorge Dunn, o intérprete da aclamada coreografia do Bolero de Ravel por Maurice Béjart.
São mais de quatro décadas brilhantemente contidas em cerca de três horas de filme que nos deixam sem fôlego – quem diria que, afinal, somos todos iguais? Bem, mas uns mais iguais que outros, já diz a canção do filme...
Durante mais de 40 anos, quatro países são unidos por duas forças tão poderosas quanto opostas na sua mais pura essência: a guerra e a música. Poder-se-ia falar de amor, claro, mas o amor romântico em Les Uns et les Autres supera-se a si próprio pela sensibilidade extrema que compõe a aura magnética de todo e cada protagonista que são, na sua pequenez, elementos da frágil teia de quem respira Arte como vida, de quem faz do palco a sua casa, tornando-se essa mesma teia subitamente esburacada por destinos e obrigações que o homem comum dolorosamente impõe, incapaz de perceber o quão infinitamente sublime e necessária é a dádiva do próprio corpo como veículo quase voluntariamente martirizante na ajuda na construção da beleza e da Arte – e, por conseguinte, do verdadeiro Amor.
Les Uns et les Autres é apresentado como um filme «simples, com pessoas como nós, mas que talvez sofrem mais devido à sua sensibilidade»; é talvez pela aparente despretensão de Lelouch que as quatro narrativas em paralelo se desenrolam harmoniosamente - ao longo de momentos da 2ª Grande Guerra e Guerra da Argélia - indo convergir numa só, numa iniciativa pela paz – o evento da Cruz Vermelha/Unicef – onde todos estão presentes ou representados, e por sua vez se fazem representar através dos meios de comunicação com que estão mais familiarizados: a música. A Torre Eiffel surge então como elemento unificador e cenário, simbolizando não só uma Paris-cidade europeia mas também a Paris das conversações de paz, das organizações humanitárias, das escolas de arte e do poder de centralização do Amor, do tal Amor maior que a própria humanidade, exibindo-se a performance final como uma metaforização da arma mais poderosa do mundo, e que só é passível de ser utilizada na sua total plenitude quando todos cooperam nessa mesma unificação.
O filme inicia-se e acaba com uma mesma sequência que o havia de tornar famoso – e até influenciar a tradução que o título sofreu em diversos países, que o chamaram simplesmente Bolero –, conseguindo transformar as quatro narrativas principais, que correspondem aos quatro países onde o filme tem lugar, num só fio dourado perfeito e circular que encaixa como uma grinalda na cabeça de Jorge Dunn, o intérprete da aclamada coreografia do Bolero de Ravel por Maurice Béjart.
*texto retirado da net, alterado por mim.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Novo Ano...
E eis que entrámos no novo ano! O ano 2009 foi um ano de grandes acontecimentos. Não, não me saiu a lotaria e muito menos o Euromilhões, também não mudei de emprego ou sai de casa. Mas sim, foram grandes acontecimentos... em mim. Foi um ano de grande grande investimento em mim, aprendendo-me, reconhecendo-me e aceitando-me. Foi ano de amores e desamores, ano de conquistas e fracassos, ano de esquecer e lembrar, ano de sabor doce e amargo... Mas não é tudo isto que dá sabor à vida? E chego ao final deste novo ano, a achar que foi um bom ano... Estou feliz e isso é o que mais importa, não é?!
Desejos para o novo ano?! Todos temos, não é? Mas esses, disse-os à Lua Cheia à meia-noite... E deles... Ela é unica testemunha.
Feliz Ano de 2010 para todos vós e... Sejam felizes!
Desejos para o novo ano?! Todos temos, não é? Mas esses, disse-os à Lua Cheia à meia-noite... E deles... Ela é unica testemunha.
Feliz Ano de 2010 para todos vós e... Sejam felizes!
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Feliz Natal
Um Santo e Feliz Natal com muita saúde, paz e alegria para todos vós...
... Que os votos e palavras desta época festiva se prolonguem pelo resto do ano.
terça-feira, dezembro 15, 2009
O Natal está a chegar...
O Natal está a chegar e isso traz-me uma série de sentimentos contrários e confusos. Se por um lado digo que não gosto do Natal por outro lado... até gosto! Não gosto porque lembra-me o que perdi ou quem não tenho junto a mim, por quem já morreu e que me fazia celebrar o Natal, pela tradição familiar que não tenho, pela correria aos presentes,... e por muito muito mais. Por outro lado gosto das canções de Natal, das luzes e de alguma alegria que vem (aos outros) nesta época festiva... Desde muito nova que esta foi uma época de sentimentos confusos e opostos, mas ela está a chegar... vem aí... e eu só tenho que a viver o melhor possivel... quem sabe se este ano não será um pouco melhor?! Feliz Época Natalicia para todos vós!
Uma das coisas que me faz confusão nesta época é a solidariedade que aparece...
A solidariedade não me faz confusão... faz-me confusão é esquecerem-se o resto do ano!
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Será possível...?
Hoje pergunto-me...
Será possível olhar tão fundo noutros olhos a ponto de nos vermos a nós próprios? Abraçar tão forte que se sente os corações a bater em nós? Beijar com tanto carinho como se a vida dependesse desse beijo, se fosse o ultimo? Tocar a pele como se se pudesse sentir o sangue a correr pelas veias e pulsar os corações numa sensação que se repete, e repete a cada segundo? Sentir aquele cheiro intenso mesmo quando estamos sós? Permanecer com o calor que percorre o corpo mesmo na ausência? Ouvir a voz que se escuta repetindo inúmeras vezes aquilo que só alguém pode dizer? Fazer do momento simples de um beijo... de um boa noite... de um olhar... de um sorriso... de um estar... uma experiência única de intensidade e vida?
Será possível olhar tão fundo noutros olhos a ponto de nos vermos a nós próprios? Abraçar tão forte que se sente os corações a bater em nós? Beijar com tanto carinho como se a vida dependesse desse beijo, se fosse o ultimo? Tocar a pele como se se pudesse sentir o sangue a correr pelas veias e pulsar os corações numa sensação que se repete, e repete a cada segundo? Sentir aquele cheiro intenso mesmo quando estamos sós? Permanecer com o calor que percorre o corpo mesmo na ausência? Ouvir a voz que se escuta repetindo inúmeras vezes aquilo que só alguém pode dizer? Fazer do momento simples de um beijo... de um boa noite... de um olhar... de um sorriso... de um estar... uma experiência única de intensidade e vida? quarta-feira, novembro 25, 2009
terça-feira, novembro 24, 2009
Adeus ao Gato Tomé...
O Gato Tomé nasceu em Março, e apareceu na minha vida no inicio de Maio. Desde então que era um companheiro... Onde eu estava ele tentava estar... deixava o colo de todos para estar no meu, e se eu não lhe dava festas, dava-me "turras" para me chamar a atenção que não lhe estava a dar carinho... tentava esgueirar-se para dentro de casa para ir miar à porta do meu quarto na tentativa de eu lhe abrir a porta, mesmo de manhã cedo quando eu ainda estava a dormir. Se por ventura, ao fim-de-semana, eu chegava a casa de madrugada, só de ouvir o meu carro, ia esperar-me à porta da garagem... e tantos outros momentos...
(Foto de Julho - o Tomé a dormir-me no colo)
... ia porque já não vai. No domingo ele foi atingido por um tiro de caçadeira por algum caçador que dispara a tudo o que mexe. Tentámos cuidar dele, foi ao veterinário mas não sobreviveu... morreu hoje de manhã. E assim se perde um amigo, um companheiro... Não há mais palavras, pois não? Dói, dói muito... e fica a revolta.
domingo, novembro 22, 2009
Farda de palhaço
"Farda de palhaço" é uma expressão que aprendi recentemente e que me faz tanto sentido! Farda de palhaço para sorrir quando apetece chorar, ouvir quando tantas vezes precisavamos de falar, aconselhar quando não conseguimos encontrar conselhos que nos sirvam, estar quando queriamos estar sós, ser quando tantas vezes queriamos simplesmente deixar de ser...
Quantas vezes o palhaço entra em cena sem se sentir capaz?! Solidão desta farda que nos envolve...! E eis que um dia acaba, outro começa e... há que voltar a vestir a farda de palhaço.
sexta-feira, novembro 13, 2009
Vamos dar um passeio?
Vamos hoje dar um passeio? Podemos ir até à praia... Podemos caminhar sobre a areia molhada, sentindo cada cristal de sal sobre os pés... Olhar o mar que tanta força tem... Sentir o cheiro a maresia que traz cheiros de outras terras... Nadar como os peixes que exploram o fundo colorindo o que tanto tem de azul... rolar e rodopiar como rolam e rodopiam as ondas envolvendo tudo ao seu redor... voar nos olhos daquela gaivota que nos raza com as suas asas... Ves a liberdade que ela tem?
Podemos ir até à cidade ou até ao parque ver aqueles homens de pedra... feitos pedra por alguém que lhes captou o momento. Olhar pai e filho, olhar aquela silhueta de mulher... será a mãe? Podemos olhar os pormenores e capta-los no olhar...
Podemos ir até ao campo ver aquele campo imenso de papoilas que nos enchem o olhar... podemos caminhar por aquele campo amarelo salpicado pelos tons de vermelho... parece um quadro, não parece? Mas podemos sentir-lhe o cheiro... da terra, das flores... da mãe natureza que nos envolve e nos aproxima.
Podemos também ir ver a Lua que eu tanto gosto de ir ver... Sabes porquê? Porque aproxima-nos dos que gostamos e nem sempre estão perto. A Lua que está tão perto da Terra, mas ao mesmo tão longe a ponto de não lhe conseguirmos tocar... E nessa distância que é perto e longe ao mesmo tempo torna a distância que nos separa dos que amamos ínfima, porque em comparação com ela... estamos juntos.
Podemos ir até à cidade ou até ao parque ver aqueles homens de pedra... feitos pedra por alguém que lhes captou o momento. Olhar pai e filho, olhar aquela silhueta de mulher... será a mãe? Podemos olhar os pormenores e capta-los no olhar...
Podemos ir até ao campo ver aquele campo imenso de papoilas que nos enchem o olhar... podemos caminhar por aquele campo amarelo salpicado pelos tons de vermelho... parece um quadro, não parece? Mas podemos sentir-lhe o cheiro... da terra, das flores... da mãe natureza que nos envolve e nos aproxima.
Podemos também ir ver a Lua que eu tanto gosto de ir ver... Sabes porquê? Porque aproxima-nos dos que gostamos e nem sempre estão perto. A Lua que está tão perto da Terra, mas ao mesmo tão longe a ponto de não lhe conseguirmos tocar... E nessa distância que é perto e longe ao mesmo tempo torna a distância que nos separa dos que amamos ínfima, porque em comparação com ela... estamos juntos.
Gostaste do passeio? Neste mundo em que o que mais interessa é o que se sente, faremos viagens de coração... Gostei de passear contigo... obrigada pela companhia.
segunda-feira, novembro 09, 2009
Gostava de poder contar
Gostava de vos poder contar tudo o que penso... Gostava de vos poder escrever tudo o que sinto... Confesso!
Gostava de poder (des)escrever todas as manhãs em que acordo e que preferia não ter acordado... Todas essas manhãs que me levanto a custo a caminho de outro dia tão diferente e tão semelhante a outros... Gostava de vos escrever sempre que olho para mim e não me vejo... Vejo vazio. Um vazio que me torna transparente de mim em que não me reconheço. Gostava de vos poder contar quantas vezes chorei de coração quando por fora apenas sorria... Gostava de vos poder contar da dor que sinto em mim, uma dor física que me acompanha (quase) todos os dias e... Sorrio, trabalho, brinco... com ela, companheira de luta. Gostava de vos poder contar das noites que não durmo ou dos dias que apenas durmo... Passando pela vida. Gostava de vos poder contar dos assuntos que não chegam, das conversas que não tive, dos momentos que não vivi, da felicidade que não chegou...
Gostava de vos poder contar... Mas não conto, não contarei e este desabafo será apenas um falso desabafo como tantos... Não contarei, mas confesso que gostava de vos poder contar...
Gostava de poder (des)escrever todas as manhãs em que acordo e que preferia não ter acordado... Todas essas manhãs que me levanto a custo a caminho de outro dia tão diferente e tão semelhante a outros... Gostava de vos escrever sempre que olho para mim e não me vejo... Vejo vazio. Um vazio que me torna transparente de mim em que não me reconheço. Gostava de vos poder contar quantas vezes chorei de coração quando por fora apenas sorria... Gostava de vos poder contar da dor que sinto em mim, uma dor física que me acompanha (quase) todos os dias e... Sorrio, trabalho, brinco... com ela, companheira de luta. Gostava de vos poder contar das noites que não durmo ou dos dias que apenas durmo... Passando pela vida. Gostava de vos poder contar dos assuntos que não chegam, das conversas que não tive, dos momentos que não vivi, da felicidade que não chegou...
Gostava de vos poder contar... Mas não conto, não contarei e este desabafo será apenas um falso desabafo como tantos... Não contarei, mas confesso que gostava de vos poder contar...
sexta-feira, novembro 06, 2009
Campeonato Nacional de Escrita Criativa
Na próxima semana iniciar-se-á a segunda edição do Campeonato Nacional de Escrita Criativa, de Pedro Chagas Freitas.
Modo de funcionamento
Todas as Quartas-feiras será enviado, para todos os inscritos, o desafio escrito da jornada. Os inscritos terão até à Terça-feira seguinte para escreverem o texto que lhes é pedido e para o enviarem para o endereço de e-mail geral@escritacriativa.org.
O júri pontuará cada um dos textos de zero (0) a vinte (20) valores, de acordo com critérios de qualidade (literária e linguística) e originalidade. O vencedor do Campeonato Nacional de Escrita Criativa será aquele indivíduo (ou equipa) que somar, no final da décima segunda jornada, mais pontos no seu escalão.
Inscrição
Podem participar no Campeonato Nacional de Escrita Criativa todos aqueles que possuem a capacidade de escrever em língua portuguesa, independentemente da sua nacionalidade ou do país onde se encontrem.
Os participantes serão distribuídos de acordo com a sua idade pelos três escalões do Campeonato. As inscrições podem ser individuais ou por equipas.
O custo de inscrição é de trinta e cinco (35) euros – para todo o Campeonato.Para formalizar a inscrição, bastará enviar um e-mail com os dados pessoais para o endereço electrónico geral@escritacriativa.org – ao qual se responderá com brevidade para a inscrição ficar totalmente efectivada.
O número máximo de participantes será de cem (100) por escalão, sendo a inscrição é feita por ordem de chegada.
Modo de funcionamento
Todas as Quartas-feiras será enviado, para todos os inscritos, o desafio escrito da jornada. Os inscritos terão até à Terça-feira seguinte para escreverem o texto que lhes é pedido e para o enviarem para o endereço de e-mail geral@escritacriativa.org.
O júri pontuará cada um dos textos de zero (0) a vinte (20) valores, de acordo com critérios de qualidade (literária e linguística) e originalidade. O vencedor do Campeonato Nacional de Escrita Criativa será aquele indivíduo (ou equipa) que somar, no final da décima segunda jornada, mais pontos no seu escalão.
Inscrição
Podem participar no Campeonato Nacional de Escrita Criativa todos aqueles que possuem a capacidade de escrever em língua portuguesa, independentemente da sua nacionalidade ou do país onde se encontrem.
Os participantes serão distribuídos de acordo com a sua idade pelos três escalões do Campeonato. As inscrições podem ser individuais ou por equipas.
O custo de inscrição é de trinta e cinco (35) euros – para todo o Campeonato.Para formalizar a inscrição, bastará enviar um e-mail com os dados pessoais para o endereço electrónico geral@escritacriativa.org – ao qual se responderá com brevidade para a inscrição ficar totalmente efectivada.
O número máximo de participantes será de cem (100) por escalão, sendo a inscrição é feita por ordem de chegada.
Eu e uma amiga daqui iremos participar. Convido-vos a juntarem-se a nós porque acima de tudo será uma experiencia interessante de escrita intensiva e uma forma de aprendizagem e divulgação.
domingo, novembro 01, 2009
O papel da escrita em mim
Existe uma pergunta que me tem atormentado um pouco: "Que papel é que eu quero que a escrita faça na minha vida?".
Aos 10 anos alguém muito especial, ensinou-me o que era um livro, o que era ler, o que era escrever... e a importancia da escrita. Foi alguém que me ensinou a respeitar o objecto livro, a respeitar cada estória, a respeitar aqueles senhores que escrevem o que tanto prazer e satisfação me dá.
Não existia, cá em casa, grande tradição de ler. Quase não existiam livros, não existiam habitos de leitura. Ao contrario, podendo ser um pouco paradoxal, há grande tradição de escrita na minha familia paterna. Tenho/tinha dois tios-avós que escreviam (e um ainda o faz) dentro dos seus estilos, e mesmo o pai... é sempre chamado para o discurso público, escrevendo algumas coisas, apesar de nunca ter entrado no campo da ficção.
Eu, quando descobri a leitura e o livro, já escrevia... essencialmente poesia. Lembro-me que ofereci um pequeno caderninho com poemas àquela pessoa que me ensinou tanto... Quase como uma moeda de troca? Acho que não foi propositado mas... talvez! Nunca escrevi de forma continuada. Escrevia uns anos mais do que outros, outros se calhar nem escrevia nada... mas tendo-se vindo a agravar.
Actualmente não consigo viver sem a escrita. Não, não o faço todos os dia. Todas as semanas? Se calhar sim, se calhar não... Confesso-me preguiçosa e sem disciplina nesta matéria. Escrevo melhor à noite, e de preferencia na altura em que estou a ficar com algum sono - não demasiado que não me deixe pensar. A Rute diz-me que é porque é nesses momentos que eu me liberto do stress do dia-a-dia e esqueço dos problemas. É nesse momento que o cerebro consegue ir para longe e entrar noutros mundos... Gosto de o fazer, e normalmente faço-o de rajada: 5 minutos e sai uma cena, às vezes isolada sem principio ou fim. Quantas vezes me passa o filme à frente dos olhos que mal tenho tempo para pegar na caneta para descrever tudo o que "vejo"?
Mas voltando ao meu "dilema"... Aprendi a respeitar imenso o livro, o autor e o que é escrito. Um respeito que, misturado com a minha falta de confiança, condiciona o meu caminho. "O que escrevo eu que possa comparado com... alguém?" Não quero desrespeitar quem tanto respeito. E é por isso que não levo a sério o que escrevo. Faço-o simplesmente por gosto e por prazer do momento.
Se gostava de levar a escrita mais a sério? Sim... Se irei fazê-lo...? O futuro o dirá.
Aos 10 anos alguém muito especial, ensinou-me o que era um livro, o que era ler, o que era escrever... e a importancia da escrita. Foi alguém que me ensinou a respeitar o objecto livro, a respeitar cada estória, a respeitar aqueles senhores que escrevem o que tanto prazer e satisfação me dá.
Não existia, cá em casa, grande tradição de ler. Quase não existiam livros, não existiam habitos de leitura. Ao contrario, podendo ser um pouco paradoxal, há grande tradição de escrita na minha familia paterna. Tenho/tinha dois tios-avós que escreviam (e um ainda o faz) dentro dos seus estilos, e mesmo o pai... é sempre chamado para o discurso público, escrevendo algumas coisas, apesar de nunca ter entrado no campo da ficção.
Eu, quando descobri a leitura e o livro, já escrevia... essencialmente poesia. Lembro-me que ofereci um pequeno caderninho com poemas àquela pessoa que me ensinou tanto... Quase como uma moeda de troca? Acho que não foi propositado mas... talvez! Nunca escrevi de forma continuada. Escrevia uns anos mais do que outros, outros se calhar nem escrevia nada... mas tendo-se vindo a agravar.
Actualmente não consigo viver sem a escrita. Não, não o faço todos os dia. Todas as semanas? Se calhar sim, se calhar não... Confesso-me preguiçosa e sem disciplina nesta matéria. Escrevo melhor à noite, e de preferencia na altura em que estou a ficar com algum sono - não demasiado que não me deixe pensar. A Rute diz-me que é porque é nesses momentos que eu me liberto do stress do dia-a-dia e esqueço dos problemas. É nesse momento que o cerebro consegue ir para longe e entrar noutros mundos... Gosto de o fazer, e normalmente faço-o de rajada: 5 minutos e sai uma cena, às vezes isolada sem principio ou fim. Quantas vezes me passa o filme à frente dos olhos que mal tenho tempo para pegar na caneta para descrever tudo o que "vejo"?
Mas voltando ao meu "dilema"... Aprendi a respeitar imenso o livro, o autor e o que é escrito. Um respeito que, misturado com a minha falta de confiança, condiciona o meu caminho. "O que escrevo eu que possa comparado com... alguém?" Não quero desrespeitar quem tanto respeito. E é por isso que não levo a sério o que escrevo. Faço-o simplesmente por gosto e por prazer do momento.
Se gostava de levar a escrita mais a sério? Sim... Se irei fazê-lo...? O futuro o dirá.
terça-feira, outubro 27, 2009
Hoje estamos de parabens: 3 anos!
Faz hoje três anos que tomei uma decisão que não sabia como mudaria a minha vida: abri este espaço - o Ticho. Não sabia como mudaria a minha forma de estar na vida, os meus conhecidos, os meus amigos, os meus contactos, os meus interesses... No fundo, como me iria mudar. Foi sem dúvida das decisões mais acertadas que já tomei na vida. Porque mais do que um espaço na internet, mais do que um espaço onde vou colocando umas coisas e escrevendo outras, brincando e desabafando com algumas pessoas que no início até nem sei nada sobre elas, foi um espaço que me transformou. Foi aqui que desabafei alguns momentos da minha vida, foi aqui que perdoei algumas pessoas, foi a escrita que me ajudou a sair um pouco mais do mundo em que me escondia e olhar mais para fora e para os outros... No fundo ajudou-me a tornar-me uma pessoa melhor. Devo-o ao Ticho, devo-o a vós, mas acima de tudo, e desculpem-me o egoismo, devo-o a mim.
Este ultimo ano tem sido muito mais parado por aqui e com muito menos interesse. Sei-o e tenho consciência disso. Sei que está a tornar-se um lugar banal e sem grande interesse... Mas espero que ainda volte a entrar em forma! Mas desde o momento em que abri o Eu e Outro Eu, que algumas coisas que naturalmente escreveria aqui, agora estão lá. Confesso-vos que estive já para fazer uma pausa por aqui, mas como poderia?! Como poderia fechar uma "casa" que me deu tanto, em deterimento de outra?
Aqui já passei muitos momentos, muitos sorrisos, muitas conversas, e até muitas lágrimas. Agradeço-vos o carinho, a companhia, a amizade... Espero que possa passar muitos outros momentos sempre com a vossa companhia.
CA
Subscrever:
Mensagens (Atom)
