terça-feira, janeiro 05, 2010

O filme... Les Uns e Les Autres!

Este fim-de-semana tive a oportunidade de ver um grande filme dos anos 81, um musical frances epico de Claude Lelouch: Les Uns et Les Autres (Uns e Outros).

São mais de quatro décadas brilhantemente contidas em cerca de três horas de filme que nos deixam sem fôlego – quem diria que, afinal, somos todos iguais? Bem, mas uns mais iguais que outros, já diz a canção do filme...

Durante mais de 40 anos, quatro países são unidos por duas forças tão poderosas quanto opostas na sua mais pura essência: a guerra e a música. Poder-se-ia falar de amor, claro, mas o amor romântico em Les Uns et les Autres supera-se a si próprio pela sensibilidade extrema que compõe a aura magnética de todo e cada protagonista que são, na sua pequenez, elementos da frágil teia de quem respira Arte como vida, de quem faz do palco a sua casa, tornando-se essa mesma teia subitamente esburacada por destinos e obrigações que o homem comum dolorosamente impõe, incapaz de perceber o quão infinitamente sublime e necessária é a dádiva do próprio corpo como veículo quase voluntariamente martirizante na ajuda na construção da beleza e da Arte – e, por conseguinte, do verdadeiro Amor.

Les Uns et les Autres é apresentado como um filme «simples, com pessoas como nós, mas que talvez sofrem mais devido à sua sensibilidade»; é talvez pela aparente despretensão de Lelouch que as quatro narrativas em paralelo se desenrolam harmoniosamente - ao longo de momentos da 2ª Grande Guerra e Guerra da Argélia - indo convergir numa só, numa iniciativa pela paz – o evento da Cruz Vermelha/Unicef – onde todos estão presentes ou representados, e por sua vez se fazem representar através dos meios de comunicação com que estão mais familiarizados: a música. A Torre Eiffel surge então como elemento unificador e cenário, simbolizando não só uma Paris-cidade europeia mas também a Paris das conversações de paz, das organizações humanitárias, das escolas de arte e do poder de centralização do Amor, do tal Amor maior que a própria humanidade, exibindo-se a performance final como uma metaforização da arma mais poderosa do mundo, e que só é passível de ser utilizada na sua total plenitude quando todos cooperam nessa mesma unificação.

O filme inicia-se e acaba com uma mesma sequência que o havia de tornar famoso – e até influenciar a tradução que o título sofreu em diversos países, que o chamaram simplesmente Bolero –, conseguindo transformar as quatro narrativas principais, que correspondem aos quatro países onde o filme tem lugar, num só fio dourado perfeito e circular que encaixa como uma grinalda na cabeça de Jorge Dunn, o intérprete da aclamada coreografia do Bolero de Ravel por Maurice Béjart.


*texto retirado da net, alterado por mim.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Novo Ano...

E eis que entrámos no novo ano! O ano 2009 foi um ano de grandes acontecimentos. Não, não me saiu a lotaria e muito menos o Euromilhões, também não mudei de emprego ou sai de casa. Mas sim, foram grandes acontecimentos... em mim. Foi um ano de grande grande investimento em mim, aprendendo-me, reconhecendo-me e aceitando-me. Foi ano de amores e desamores, ano de conquistas e fracassos, ano de esquecer e lembrar, ano de sabor doce e amargo... Mas não é tudo isto que dá sabor à vida? E chego ao final deste novo ano, a achar que foi um bom ano... Estou feliz e isso é o que mais importa, não é?!

Desejos para o novo ano?! Todos temos, não é? Mas esses, disse-os à Lua Cheia à meia-noite... E deles... Ela é unica testemunha.

Feliz Ano de 2010 para todos vós e... Sejam felizes!

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Feliz Natal

Um Santo e Feliz Natal com muita saúde, paz e alegria para todos vós...

... Que os votos e palavras desta época festiva se prolonguem pelo resto do ano.

terça-feira, dezembro 15, 2009

O Natal está a chegar...

O Natal está a chegar e isso traz-me uma série de sentimentos contrários e confusos. Se por um lado digo que não gosto do Natal por outro lado... até gosto! Não gosto porque lembra-me o que perdi ou quem não tenho junto a mim, por quem já morreu e que me fazia celebrar o Natal, pela tradição familiar que não tenho, pela correria aos presentes,... e por muito muito mais. Por outro lado gosto das canções de Natal, das luzes e de alguma alegria que vem (aos outros) nesta época festiva... Desde muito nova que esta foi uma época de sentimentos confusos e opostos, mas ela está a chegar... vem aí... e eu só tenho que a viver o melhor possivel... quem sabe se este ano não será um pouco melhor?! Feliz Época Natalicia para todos vós!

Uma das coisas que me faz confusão nesta época é a solidariedade que aparece...
A solidariedade não me faz confusão... faz-me confusão é esquecerem-se o resto do ano!

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Será possível...?

Hoje pergunto-me...

Será possível olhar tão fundo noutros olhos a ponto de nos vermos a nós próprios? Abraçar tão forte que se sente os corações a bater em nós? Beijar com tanto carinho como se a vida dependesse desse beijo, se fosse o ultimo? Tocar a pele como se se pudesse sentir o sangue a correr pelas veias e pulsar os corações numa sensação que se repete, e repete a cada segundo? Sentir aquele cheiro intenso mesmo quando estamos sós? Permanecer com o calor que percorre o corpo mesmo na ausência? Ouvir a voz que se escuta repetindo inúmeras vezes aquilo que só alguém pode dizer? Fazer do momento simples de um beijo... de um boa noite... de um olhar... de um sorriso... de um estar... uma experiência única de intensidade e vida?

quarta-feira, novembro 25, 2009

terça-feira, novembro 24, 2009

Adeus ao Gato Tomé...

O Gato Tomé nasceu em Março, e apareceu na minha vida no inicio de Maio. Desde então que era um companheiro... Onde eu estava ele tentava estar... deixava o colo de todos para estar no meu, e se eu não lhe dava festas, dava-me "turras" para me chamar a atenção que não lhe estava a dar carinho... tentava esgueirar-se para dentro de casa para ir miar à porta do meu quarto na tentativa de eu lhe abrir a porta, mesmo de manhã cedo quando eu ainda estava a dormir. Se por ventura, ao fim-de-semana, eu chegava a casa de madrugada, só de ouvir o meu carro, ia esperar-me à porta da garagem... e tantos outros momentos...


(Foto de Julho - o Tomé a dormir-me no colo)

... ia porque já não vai. No domingo ele foi atingido por um tiro de caçadeira por algum caçador que dispara a tudo o que mexe. Tentámos cuidar dele, foi ao veterinário mas não sobreviveu... morreu hoje de manhã. E assim se perde um amigo, um companheiro... Não há mais palavras, pois não? Dói, dói muito... e fica a revolta.

domingo, novembro 22, 2009

Farda de palhaço

"Farda de palhaço" é uma expressão que aprendi recentemente e que me faz tanto sentido! Farda de palhaço para sorrir quando apetece chorar, ouvir quando tantas vezes precisavamos de falar, aconselhar quando não conseguimos encontrar conselhos que nos sirvam, estar quando queriamos estar sós, ser quando tantas vezes queriamos simplesmente deixar de ser...

Quantas vezes o palhaço entra em cena sem se sentir capaz?! Solidão desta farda que nos envolve...! E eis que um dia acaba, outro começa e... há que voltar a vestir a farda de palhaço.

sexta-feira, novembro 13, 2009

Vamos dar um passeio?

Vamos hoje dar um passeio? Podemos ir até à praia... Podemos caminhar sobre a areia molhada, sentindo cada cristal de sal sobre os pés... Olhar o mar que tanta força tem... Sentir o cheiro a maresia que traz cheiros de outras terras... Nadar como os peixes que exploram o fundo colorindo o que tanto tem de azul... rolar e rodopiar como rolam e rodopiam as ondas envolvendo tudo ao seu redor... voar nos olhos daquela gaivota que nos raza com as suas asas... Ves a liberdade que ela tem?

Podemos ir até à cidade ou até ao parque ver aqueles homens de pedra... feitos pedra por alguém que lhes captou o momento. Olhar pai e filho, olhar aquela silhueta de mulher... será a mãe? Podemos olhar os pormenores e capta-los no olhar...

Podemos ir até ao campo ver aquele campo imenso de papoilas que nos enchem o olhar... podemos caminhar por aquele campo amarelo salpicado pelos tons de vermelho... parece um quadro, não parece? Mas podemos sentir-lhe o cheiro... da terra, das flores... da mãe natureza que nos envolve e nos aproxima.

Podemos também ir ver a Lua que eu tanto gosto de ir ver... Sabes porquê? Porque aproxima-nos dos que gostamos e nem sempre estão perto. A Lua que está tão perto da Terra, mas ao mesmo tão longe a ponto de não lhe conseguirmos tocar... E nessa distância que é perto e longe ao mesmo tempo torna a distância que nos separa dos que amamos ínfima, porque em comparação com ela... estamos juntos.


Gostaste do passeio? Neste mundo em que o que mais interessa é o que se sente, faremos viagens de coração... Gostei de passear contigo... obrigada pela companhia.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Gostava de poder contar

Gostava de vos poder contar tudo o que penso... Gostava de vos poder escrever tudo o que sinto... Confesso!

Gostava de poder (des)escrever todas as manhãs em que acordo e que preferia não ter acordado... Todas essas manhãs que me levanto a custo a caminho de outro dia tão diferente e tão semelhante a outros... Gostava de vos escrever sempre que olho para mim e não me vejo... Vejo vazio. Um vazio que me torna transparente de mim em que não me reconheço. Gostava de vos poder contar quantas vezes chorei de coração quando por fora apenas sorria... Gostava de vos poder contar da dor que sinto em mim, uma dor física que me acompanha (quase) todos os dias e... Sorrio, trabalho, brinco... com ela, companheira de luta. Gostava de vos poder contar das noites que não durmo ou dos dias que apenas durmo... Passando pela vida. Gostava de vos poder contar dos assuntos que não chegam, das conversas que não tive, dos momentos que não vivi, da felicidade que não chegou...

Gostava de vos poder contar... Mas não conto, não contarei e este desabafo será apenas um falso desabafo como tantos... Não contarei, mas confesso que gostava de vos poder contar...

sexta-feira, novembro 06, 2009

Campeonato Nacional de Escrita Criativa

Na próxima semana iniciar-se-á a segunda edição do Campeonato Nacional de Escrita Criativa, de Pedro Chagas Freitas.

Modo de funcionamento
Todas as Quartas-feiras será enviado, para todos os inscritos, o desafio escrito da jornada. Os inscritos terão até à Terça-feira seguinte para escreverem o texto que lhes é pedido e para o enviarem para o endereço de e-mail geral@escritacriativa.org.
O júri pontuará cada um dos textos de zero (0) a vinte (20) valores, de acordo com critérios de qualidade (literária e linguística) e originalidade. O vencedor do Campeonato Nacional de Escrita Criativa será aquele indivíduo (ou equipa) que somar, no final da décima segunda jornada, mais pontos no seu escalão.

Inscrição
Podem participar no Campeonato Nacional de Escrita Criativa todos aqueles que possuem a capacidade de escrever em língua portuguesa, independentemente da sua nacionalidade ou do país onde se encontrem.
Os participantes serão distribuídos de acordo com a sua idade pelos três escalões do Campeonato. As inscrições podem ser individuais ou por equipas.
O custo de inscrição é de trinta e cinco (35) euros – para todo o Campeonato.Para formalizar a inscrição, bastará enviar um e-mail com os dados pessoais para o endereço electrónico geral@escritacriativa.org – ao qual se responderá com brevidade para a inscrição ficar totalmente efectivada.
O número máximo de participantes será de cem (100) por escalão, sendo a inscrição é feita por ordem de chegada.


Eu e uma amiga daqui iremos participar. Convido-vos a juntarem-se a nós porque acima de tudo será uma experiencia interessante de escrita intensiva e uma forma de aprendizagem e divulgação.

domingo, novembro 01, 2009

O papel da escrita em mim

Existe uma pergunta que me tem atormentado um pouco: "Que papel é que eu quero que a escrita faça na minha vida?".

Aos 10 anos alguém muito especial, ensinou-me o que era um livro, o que era ler, o que era escrever... e a importancia da escrita. Foi alguém que me ensinou a respeitar o objecto livro, a respeitar cada estória, a respeitar aqueles senhores que escrevem o que tanto prazer e satisfação me dá.

Não existia, cá em casa, grande tradição de ler. Quase não existiam livros, não existiam habitos de leitura. Ao contrario, podendo ser um pouco paradoxal, há grande tradição de escrita na minha familia paterna. Tenho/tinha dois tios-avós que escreviam (e um ainda o faz) dentro dos seus estilos, e mesmo o pai... é sempre chamado para o discurso público, escrevendo algumas coisas, apesar de nunca ter entrado no campo da ficção.

Eu, quando descobri a leitura e o livro, já escrevia... essencialmente poesia. Lembro-me que ofereci um pequeno caderninho com poemas àquela pessoa que me ensinou tanto... Quase como uma moeda de troca? Acho que não foi propositado mas... talvez! Nunca escrevi de forma continuada. Escrevia uns anos mais do que outros, outros se calhar nem escrevia nada... mas tendo-se vindo a agravar.

Actualmente não consigo viver sem a escrita. Não, não o faço todos os dia. Todas as semanas? Se calhar sim, se calhar não... Confesso-me preguiçosa e sem disciplina nesta matéria. Escrevo melhor à noite, e de preferencia na altura em que estou a ficar com algum sono - não demasiado que não me deixe pensar. A Rute diz-me que é porque é nesses momentos que eu me liberto do stress do dia-a-dia e esqueço dos problemas. É nesse momento que o cerebro consegue ir para longe e entrar noutros mundos... Gosto de o fazer, e normalmente faço-o de rajada: 5 minutos e sai uma cena, às vezes isolada sem principio ou fim. Quantas vezes me passa o filme à frente dos olhos que mal tenho tempo para pegar na caneta para descrever tudo o que "vejo"?

Mas voltando ao meu "dilema"... Aprendi a respeitar imenso o livro, o autor e o que é escrito. Um respeito que, misturado com a minha falta de confiança, condiciona o meu caminho. "O que escrevo eu que possa comparado com... alguém?" Não quero desrespeitar quem tanto respeito. E é por isso que não levo a sério o que escrevo. Faço-o simplesmente por gosto e por prazer do momento.

Se gostava de levar a escrita mais a sério? Sim... Se irei fazê-lo...? O futuro o dirá.

terça-feira, outubro 27, 2009

Hoje estamos de parabens: 3 anos!

Faz hoje três anos que tomei uma decisão que não sabia como mudaria a minha vida: abri este espaço - o Ticho. Não sabia como mudaria a minha forma de estar na vida, os meus conhecidos, os meus amigos, os meus contactos, os meus interesses... No fundo, como me iria mudar. Foi sem dúvida das decisões mais acertadas que já tomei na vida. Porque mais do que um espaço na internet, mais do que um espaço onde vou colocando umas coisas e escrevendo outras, brincando e desabafando com algumas pessoas que no início até nem sei nada sobre elas, foi um espaço que me transformou. Foi aqui que desabafei alguns momentos da minha vida, foi aqui que perdoei algumas pessoas, foi a escrita que me ajudou a sair um pouco mais do mundo em que me escondia e olhar mais para fora e para os outros... No fundo ajudou-me a tornar-me uma pessoa melhor. Devo-o ao Ticho, devo-o a vós, mas acima de tudo, e desculpem-me o egoismo, devo-o a mim.

Este ultimo ano tem sido muito mais parado por aqui e com muito menos interesse. Sei-o e tenho consciência disso. Sei que está a tornar-se um lugar banal e sem grande interesse... Mas espero que ainda volte a entrar em forma! Mas desde o momento em que abri o Eu e Outro Eu, que algumas coisas que naturalmente escreveria aqui, agora estão lá. Confesso-vos que estive já para fazer uma pausa por aqui, mas como poderia?! Como poderia fechar uma "casa" que me deu tanto, em deterimento de outra?

Aqui já passei muitos momentos, muitos sorrisos, muitas conversas, e até muitas lágrimas. Agradeço-vos o carinho, a companhia, a amizade... Espero que possa passar muitos outros momentos sempre com a vossa companhia.

CA

terça-feira, outubro 20, 2009

Desafio: Vamos escrever uma estória? - o regresso!



Os meus comentadores mais antigos lembrar-se-ao do meu primeiro desafio "Vamos escrever uma estória?", baseada na imagem de Joana Ramos, do qual resultaram 17 estórias fantasticas...


... Mas hoje tenho uma retificação a fazer... Não foram 17 mas... 18! Entraram-me casa a dentro a dizer que, passado mais de um ano o desafio tinha sido respondido!! Imaginam a minha cara de espanto?? Pois é, mas é mesmo verdade. Ora cá vai a estória:




"E mais um dia. Mais um dia que não anda nem para traz nem para frente. Tudo igual: a mesma luz do sol ofuscante, a mesma forma de andar e mesma forma de respirar.

E eu entro, fecho a porta. Como mais nada me apetece fazer, refugio-me…

Dirigindo-me à uma outra porta interior livro-me de tudo que tenho nas costas, nas mãos e nos ouvidos, dou repouso ao meu mp3, que também só tem oportunidade para isso quando eu tenho possibilidade de me isolar num silêncio completo.

Entro então no quarto, que já não é meu, não é de ninguém se não o do meu sapinho…é o meu esconderijo, o meu descanso, do mundo e dos meus pensamentos.

Sempre na mesma posição e na mesma companhia do meu animal de estimação e do semi-escuro lugar, deixo-me inspirar e aliviar os meus olhos de todo o pesadelo que passam lá fora.

É o momento em que não tendo musica nos ouvidos posso reflectir, pensar e/ou imaginar uma vida que nunca foi nem seria a minha nem de ninguém, ou posso simplesmente pensar em nada de específico, porque os pensamentos surgem incontroladamente.

A vida é esquisita e mais esquisita se torna quando penso nela…mas penso...e quando penso no meu passado lembro-me do meu príncipe. Este é o lugar em que dou asas aos meus pensamentos e a minha fraca imaginação. Eu sempre me imaginei uma princesa, não é por infantilidade, mas por dar mais graça aos meus pensamentos. Gosto de contos de fadas, no entanto, sempre me emocionei mais com histórias que não acabam propriamente com ‘e viveram felizes para sempre’.

Nem tudo tem que acabar bem e/ou sempre da mesma forma. E eu já tive um príncipe, tive no passado, no presente já não tenho...mas isso não me incomoda, até porque a minha história não acabou nem eu tento adivinhar o fim dela. Sou, como me imagino, uma princesa sem príncipe. Estou sozinha, mas nunca me considero como tal...tenho sempre o sorriso e a companhia do meu sapinho que se não fosse ele não precisaria sequer acender o meu velho castiçal, porque ele nunca se deu bem com o escuro e a electricidade aqui já há muito que deixou de passar... Um sítio abandonado, mas que se torna tão acolhedor para mim...

Voltando as minhas lembranças: sou portanto uma princesa que outrora viveu apaixonada e já se sentiu correspondida. A minha história até podia ser escrita como um conto de fadas vulgar, mas como eu não gosto de coisas vulgares, a minha história tomou um rumo diferente.. Continuo a ser princesa, o meu príncipe é que deixou de ser meu. Mudou. Não fui eu, mas sim ele, e eu não mudo de príncipes como quem muda de meias. Deixei simplesmente de o ter. Custou. Outrora ele era o meu único pensamento. Já passou. A pessoa que eu amei continua a viver mas o meu príncipe morreu.

Agora nada mais resta se não recordações...

O meu lugar favorito onde o tempo não passa e eu vivo descansada, esse é o meu mundo e a música é o meu segundo mundo, o mundo que é quando eu ponho os meus pés fora deste...

Evito o olhar do mundo comum porque me cega os meus olhos...é o sol, mas também são os actos humanos que por mim são incompreendidos.

A minha história não acabou porque o meu mundo é eterno..."

Por Lininha publicada aqui.


Deixo aqui um especial agradecimento à Lininha por me fazer ver que as coisas ficam e perduram... e quantas vezes não acontece sem mesmo sem nós sabermos?! E agradeço imenso a estória, e por teres cumprido o que prometeste à tua amiga. Respondendo-te directamente a algo que me escreveste: como poderia não publicar aqui?!

sexta-feira, outubro 16, 2009

Viste?

"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos..."



também aqui

quarta-feira, outubro 14, 2009

This is it!

Esta semana saiu a "nova" música do Michael Jackson que, apesar de já estar envolta em polémica, acho-a muito bonita, e com excelente sonoridade...

... Aproveitem e deliciem-se!

Nota: Nunca tinha colocado aqui um post sobre MJ porque o meu sentimento sobre este senhor é variável/instavel... mas arte é arte... e esta musica é para mim uma obra de arte.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Lançamento do livro Pin em Lisboa

Há hora combinada, lá estavamos nós para a apresentação do livro "Pin - Uma explicação de ternura", no Núcleo Arqueológico da Manutenção Militar.


A apresentação ficou ao cargo do editor e amigo Carlos Lopes.
A Luísa de forma comovida deixou também algumas palavras iniciais.

O lançamento contou com a participação de Pedro Branco com os seus momentos musicais...

A leitura dos poemas foi acompanhada pela música extraordinária de Pedro Lopes

A Luísa brindou-nos com a leitura de alguns dos seus poemas...
O filho Guilherme participou com a leitura de um dos poemas mediante o olhar orgulhoso da mãe
Depois seguiu-se a leitura de um poema ternurento entre mãe e filho...

... numa explicação de ternura

O momento contou ainda com a leitura de Celeste Pereira, que interpretou e deu vida de forma arrepiantemente bela alguns poemas...
E quase no final, um momento de partilha entre amigos...

No final, aconteceu um momento único... A Luísa cantou para os amigos, ao som da viola de Pedro Branco (infelizmente sem foto).

.... E foi assim, uma tarde bem passada, com muitos amigos, partilhas... momentos maravilhosos... numa explicação de ternura.

Fotos minhas do lançamento do livro Pin de Luísa Azevedo




Após apresentação, ficou o encontro com amigas...

Eu, AnaMar e Paula Raposo, com fotografia de Maria Clarinda

sábado, outubro 10, 2009

Hoje queria dizer-te...


Hoje queria dedicar-te algumas palavras... hoje, que o dia é teu. Queria dizer-te que gostei de te ouvir as palavras, de as ler, e de as sentir... Queria dizer-te que gostei do som que envolvia a sala transportando-nos para outra realidade... para lá do tempo. Queria dizer-te que gostei de te ouvir cantar... sim gostei! Queria dizer-te que gostei de ver a ternura que carregas no olhar... Queria dizer-te que gostei de te ver sorrir e brincar... até te pegaram ao colo! Queria dizer-te que gostei de falar contigo e dizer muito e tão pouco... Queria dizer-te que gostei de falar-te com o olhar... de olhos nos olhos, de coração com coração. Queria dizer-te que adorei dar-te aquele abraço apertado quando as lagrimas teimavam já em formar-se no olhar...

Queria dizer-te tanto... mas não o consigo colocar em palavras tudo o que sinto... estou de coração cheio. Fica o orgulho... o orgulho imenso de poder partilhar estes momentos... o orgulho imenso de te conhecer... e fica a ternura... imensa... numa explicação tua.

Para Luísa Azevedo,

quarta-feira, outubro 07, 2009

Pin - Uma Explicação de Ternura chega a Lisboa

Pin Uma explicação de ternura


"Ternura (muita), e as palavras que dela nasceram... momentos (muitos) que explica no bater do coração e no brilho do olhar. Ternura... este livro é apenas uma das suas muitas explicações. Nasci de mão dada com a ternura, com ela cresci, me fiz gente. Aprendi a acarinhá-la, a guardá-la entre os dedos. Semeio-a, com a ajuda do vento. Sacio-lhe a sede, com lágrimas doces. Vejo-a tornar-se maior sem sobejar. Bebo de toda a que me oferecem e entrego-a, na mão de quem a queira de mim beber. Este livro reflecte o que hoje sou. Espero que possa transmitir-vos a serenidade e a ternura que sinto quando escrevo.", Luísa Azevedo.


O Pin está a chegar a Lisboa! Depois do Lançamento do livro no Porto, o Pin - uma explicação de ternura chegará a Lisboa no próximo sabado, dia 10 de Outubro, pelas 16h00. O Lançamento decorrerá no Núcleo Arqueológico da Manutenção Militar (Rua do Grilo nº 111 - Lisboa (entre a igreja Madre de Deus e o Convento do Beato)). A apresentação do livro será feita por Carlos Lopres, a leitura dos textos por Celeste Pereira, Carlos Lopes..., e será acompanhada ao piano por Pedro Lopes. O evento conta também com a actuação musical de Pedro Branco (viola e voz). Do evento faz parte uma visita guiada ao museu e, tendo em conta que este encontra-se fechado ao público, é uma optima oportunidade para ficar também a conhecer o nosso património.


Depois do grande sucesso que foi a apresentação no Porto, venho convidar-vos a juntarem-se a mim para juntos apoiarmos a Luísa, num espectáculo que será um verdadeiro... momento de ternura.

sexta-feira, outubro 02, 2009

No meu lugar...


Existem momentos em nós que precisamos encontrarmo-nos em nós de forma muito particular... Reencontrarmos e reequilibrarmos o nosso lugar. Vivo essa necessidade...

Aproxima-se um momento de sair, de ir para lá, de fugir de uns para me encontrar comigo. E eu vou para lá... Um sitio meu, muito meu... Um refugio... A minha casa de praia... de inverno. Um sitio que poucos saberão onde fica, muito poucos...

Encontrar-me-ei nos passeios à beira-mar. Encontrar-me-ei nos passeios pelo campo de Outono. Encontrar-me-ei nas conversas à noite na varanda. Encontrar-me-ei nos silêncios junto à lareira. Encontrar-me-ei em mim...

Onde fica? Fica para lá...

... no meu lugar encantado