No final do dia, seguíamos no comboio a caminho de casa. O comboio vinha cheio, mas as vozes eram abafadas por aqueles balanços, ouvindo apenas algo que se assemelhava em muito a uma ladainha. Eu ia olhando pela janela, sentindo-te a meu lado. Sentia-me segura, tranquila, acarinhada. Tu, a meio do trajecto, encostaste-te a mim e eu, respondendo ao teu chamado, ofereci-te o meu colo, envolvendo-te no meu abraço. Passado alguns minutos olhei-te sem me mexer. Tal como eu pensava, tinhas adormecido no conforto daquele ambiente. E assim seguimos viagem... Contigo junto a mim sentindo o bater do meu coração... que repete o teu nome, em cada batida.
sexta-feira, junho 11, 2010
segunda-feira, junho 07, 2010
Pedaço de um Sonho - III
Era um dia especial. O Jantar foi em tua casa, como tantas outras vezes, mas o momento era de celebração. E eu.. queria que sentisses isso mesmo. Fui buscar duas velas que guardava para uma ocasião como esta. Apaguei as luzes e coloquei as velas sobre a mesa. Colocámos aquele cd que é nosso e tantas outras vezes já nos embalou em momentos unicos. E assim naquele ambiente de puro romantismo fomo-nos deliciando com o Jantar. Quando chegou aquela música, aquela especial que nos toca o coração, levantei-me pegando-te pela mão para me acompanhares, abracei-te colando os nossos corpos que se conhecem e reconhecem e... dançámos. Dançamos bem devagarinho e bem juntinho, com olho no olho e coração no coração. No final, ficou o sorriso e o beijo... que é tão nosso.
sexta-feira, maio 21, 2010
Pedaços de um Sonho - II
Acordei. Deviam ser umas quatro horas da madrugada, e o sentimento que tinha é que já tinha dormido tudo o que havia para dormir naquela noite. Senti o calor dos cobertores sobre mim, senti o conforto daquele espaço, senti o descanso de quem passou uma noite traquila. Virei-me para o centro e... vi-te a dormir a meu lado. Sorri ao ver-te... Ainda me surpreendo com a tua presença ao meu lado! Cheguei-me um pouco para ti, e sentindo ou pressentindo esse meu gesto, chegaste-te também para mim. Envolvi-te com um braço e aconcheguei a roupa com o outro. Fiquei a ver-te dormir e acarinhei-te com algumas festas penteando-te o cabelo desalinhado pela noite. O teu cheiro fundindo-se com o meu, criava um clima só conhecido por nós... E ao embalar-te... embalei-me a mim até adormecer.
segunda-feira, maio 17, 2010
Pedaços de um sonho - I
O sol aparecia pela primeira vez depois de um Inverno rigoroso. Viajávamos pela estrada junto a praia. Aquela conjugação de mar e sol pareciam-me apetitosa. Parei o carro, precipitei-me para fora e entrei na areia. Tu, percebendo a minha intenção, seguiste-me logo atrás.
Caminhámos alguns metros pela praia, sentimos a maresia embater-nos na face... de repente, numa pequena corrida... avancei. Mas logo depois, como se tivesse mudado de planos, deitei-me na areia a olhar para todo aquele céu claro. Tu seguiste até ao mar, esperando que a água chegasse junto a ti. Molhaste as mãos e logo vieste até mim trazendo-me um pouco daquela imensidão. Provei, e tu... provaste daquela areia e daquele céu que eram já meus. Deitaste-te a meu lado, enquanto eu fechei os olhos. Sentia os teus contornos junto aos meus, o sol a beijar-me a face e o mar a ondular não muito longe dali. Saboreei de toda aquela serenidade daqueles breves instantes... e senti-me serena. Entreabri olhos e olhei para ti: descansavas junto a mim também de olhos fechados a sentir o mesmo ar, o mesmo mar, a mesma areia... a mesma paz! Voltei a olhar o céu, e a fechar os olhos logo de seguida com uma boa sensação: a certeza de ter encontrado a felicidade.
(continua)
quarta-feira, maio 12, 2010
Parabéns...
Marta,
Tentava escrever-te um post aqui em comemoração de mais um aniversário teu mas, não sei se por falta de prática nas palavras por aqui, se por nada me fazer muito sentido... não conseguia alinhar duas frases seguidas. E porque não fazia muito sentido? Porque a nossa amizade vai muito para além da forma como nos conhecemos, das conversas tidas, dos momentos vividos, e tudo o que poderei escrever por aqui... mas tentarei quase como em resposta a algo que me escreveste há uns meses atrás.
O ano de 2009 foi um ano difícil para ti, um ano diferente para mim. Muitas coisas aconteceram em nós e entre nós! Este ano marcou também uma confirmação de uma partilha e confiança profundas. Confirmaram-se também as conversas pela noite fora, conversas banais ou intensas, não interessa, o sentimento é o mesmo: cumplicidade e compreensão... Aceitação quando tinha que ser, e tantas vezes aconteceu o caso de não aceitares o que dizia e tentares chamar-me à razão. Confirmaram-se momentos de disparate, de risos e alguns até de choro... Lembras? Mas também faz parte!
O ano de 2009 foi um ano difícil para ti, um ano diferente para mim. Muitas coisas aconteceram em nós e entre nós! Este ano marcou também uma confirmação de uma partilha e confiança profundas. Confirmaram-se também as conversas pela noite fora, conversas banais ou intensas, não interessa, o sentimento é o mesmo: cumplicidade e compreensão... Aceitação quando tinha que ser, e tantas vezes aconteceu o caso de não aceitares o que dizia e tentares chamar-me à razão. Confirmaram-se momentos de disparate, de risos e alguns até de choro... Lembras? Mas também faz parte!
Acontecimentos recentes vieram confirmar que a tua felicidade contribui também para a minha, e que em momentos de aperto é também a ti que recorro: desabafos tantas vezes sem o serem mas que também não deixam de o ser.
Confirmaram o orgulho que tenho em me receberes de pijama, dormires enquanto vemos um filme, pores-me porta fora às 5h da manhã ou abrires-me o sofá para dormir. Orgulho por me dizeres que te posso telefonar a qualquer hora e insistir o quanto for preciso... Orgulho porque sei que só o farias com os de casa.
Tudo isto faz-me perceber que tenho em ti uma amiga como não tenho outra e que me tem acompanhado com momentos impares. A amiga que certa vez afirmei confiar plenamente. Uma amiga que está presente e com quem quero também estar presente. Este ano tornámo-nos mais nós: reais e imperfeitas... mas amigas de coração aberto.
Parabéns Primota! E obrigada por me fazeres ver que os amigos são mesmo a familia que nós escolhemos.
sexta-feira, abril 16, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
Hoje é dia de festa!
Hoje é dia de festa: Dois aniversários por aqui!
O aniversário de uma amiga que tive oportunidade de conhecer vai para 3 anos. Conheci-a através deste espaço e foi construída uma amizade que, embora não muito presente, repleta de carinho e confiança. Uma amizade que ficará para além do tempo. Querida Ofélia, quero dizer-te que gosto muito de ti e que estou aqui para o que mais precisares.
O aniversário de uma amiga que tive oportunidade de conhecer vai para 3 anos. Conheci-a através deste espaço e foi construída uma amizade que, embora não muito presente, repleta de carinho e confiança. Uma amizade que ficará para além do tempo. Querida Ofélia, quero dizer-te que gosto muito de ti e que estou aqui para o que mais precisares.
Ofereço-te uma música que sei que gostas...
Outro aniversário é de uma pessoa muito especial para mim. Alguém que entrou na minha vida há uns meses e que já faz parte de mim. Percebemo-nos como se nos conhecessemos desde sempre, e muitas vezes quase que sentimos sem dizer. Quem nos conhece aos dois diz que somos iguais e eu... acredito porque é o que sinto também. Como poderia eu passar indiferente a este teu dia?! Parabéns Thiago, meu maninho querido!
Ofereço-te aqui uma música que sei que é especial...
quinta-feira, março 25, 2010
sábado, março 20, 2010
Uma nova música...
... que faz vibrar, que nos faz ir mais além. Uma excelente música da Alicia, como ela nos tem habituado, para embalar este fim de semana em que chega a Primavera. Sejam felizes!
domingo, fevereiro 28, 2010
Águas de Março porque...
... Março está aí e chove bastante. Venho assim embalar-me ao sabor da chuva e ao sabor destas águas de Março, que trazem a alegria a antever a chegada da Primavera.
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Não, não abandonei...
... este espaço. Mas vários motivos têm-me feito estar ausente. O mais significativo foi que, há quase 3 semanas que fiz um entorce no pé, que se foi agravando tendo ficado sem mexer o pé e sendo obrigada a ficar em casa em repouso absoluto. E quando é absoluto, quer tambem dizer nada de computador e más posições! Agora já estou um pouco melhor e roubei 10 minutos para vir aqui. Mas ainda há um caminho a percorrer e estou só a dar os primeiros passos... os proximos dias serão muito importantes e por isso nada de abusos!
Deixo-vos a todos os que vão passando e a todos os que aqui chegarem muitos beijinhos e um abraço de carinho imenso, e a certeza de que em breve voltarei em força...
Deixo-vos a todos os que vão passando e a todos os que aqui chegarem muitos beijinhos e um abraço de carinho imenso, e a certeza de que em breve voltarei em força...
domingo, fevereiro 07, 2010
Sim era uma lágrima que caiu...
... naquele momento que me olhaste. Não queria mostrar-ta para que caísse solitária em mim. Era como se transportasse todo sofrimento, todas as dores, todas as desilusões que tinha até ao momento. Uma lágrima que me percorria lentamente o rosto e quando caiu... Escreveu num só instante todo o carinho que tenho por ti. E foi assim que me senti repleta de tudo e de tanto. Mas não foi fácil. Doeu, tenho que te confessar mas, no final, o coração... Cantou de felicidade! Chegou finalmente o momento de também eu ser feliz.
Este foi o meu texto para a 9ª jornada do
Campeonato Nacional de Escrita Criativa.
quarta-feira, janeiro 27, 2010
Para lembrar...
... porque há coisas que não podem ser esquecidas.
Auschitz - 65 anos
Fica o silêncio, o respeito, a tristeza, o arrepio... e a coragem de quem sobreviveu! Gostava de pensar que estas imagens não se repetem no presente ou não poderão repetir no futuro, mas... infelizmente não consigo.
terça-feira, janeiro 26, 2010
Só quero ser feliz...
Muita coisa acontece e vai acontecendo na nossa vida. Mas há que não esquecer que devemos lutar para sermos felizes. E é assim, que chego a mais um aniversário: com a certeza que ando a lutar para isso. Hoje, aqui e agora... pensando na felicidade do viver no presente.
Obrigada por me acompanharem por mais um ano, e se juntarem a mim neste meu 27º Aniversário! É bom ter-vos por perto...
quinta-feira, janeiro 21, 2010
Entrevista a Fernando Pessoa...
A minha Entrevista a Fernando Pessoa (FP)...

CA: Muitos perguntam-se o porquê de criar os seus heterónimos. Pode-me revelar o porquê?
FP: Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?
CA: Mas muitos acham-no louco. Que considerações faz sobre isso?
FP: O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.
CA: E essa inadaptabilidade que sentimentos lhe traz?
FP: A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.
CA: Para além da Ofélia Queiroz, que até influenciou a sua escrita, não teve muitos amores. Porquê?
FP: Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos
CA: E a sua vida é tudo o que desejaria?
FP: A vida é para nós o que concebemos dela. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida. E viver não é necessário; o que é necessário é criar. Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa...

CA: Muitos perguntam-se o porquê de criar os seus heterónimos. Pode-me revelar o porquê?
FP: Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos, os seus companheiros de espírito?
CA: Mas muitos acham-no louco. Que considerações faz sobre isso?
FP: O génio, o crime e a loucura, provêm, por igual, de uma anormalidade; representam, de diferentes maneiras, uma inadaptabilidade ao meio.
CA: E essa inadaptabilidade que sentimentos lhe traz?
FP: A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio. Não que essa atitude tenha o mínimo cunho de justa e verdadeira; mas é tão invejável que é preciso tê-la.
CA: Para além da Ofélia Queiroz, que até influenciou a sua escrita, não teve muitos amores. Porquê?
FP: Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos
CA: E a sua vida é tudo o que desejaria?
FP: A vida é para nós o que concebemos dela. Na verdade, não possuímos mais que as nossas próprias sensações; nelas, pois, que não no que elas vêem, temos que fundamentar a realidade da nossa vida. E viver não é necessário; o que é necessário é criar. Tudo quanto vive, vive porque muda; muda porque passa e, porque passa, morre. Tudo quanto vive perpetuamente se torna outra coisa...
Texto meu enviado na 7ª Jornada do
Campeonato Nacional de Escrita Criativa
quarta-feira, janeiro 13, 2010
Sonhem com...
"Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações." (Augusto Cury)
terça-feira, janeiro 05, 2010
O filme... Les Uns e Les Autres!
Este fim-de-semana tive a oportunidade de ver um grande filme dos anos 81, um musical frances epico de Claude Lelouch: Les Uns et Les Autres (Uns e Outros).
São mais de quatro décadas brilhantemente contidas em cerca de três horas de filme que nos deixam sem fôlego – quem diria que, afinal, somos todos iguais? Bem, mas uns mais iguais que outros, já diz a canção do filme...
Durante mais de 40 anos, quatro países são unidos por duas forças tão poderosas quanto opostas na sua mais pura essência: a guerra e a música. Poder-se-ia falar de amor, claro, mas o amor romântico em Les Uns et les Autres supera-se a si próprio pela sensibilidade extrema que compõe a aura magnética de todo e cada protagonista que são, na sua pequenez, elementos da frágil teia de quem respira Arte como vida, de quem faz do palco a sua casa, tornando-se essa mesma teia subitamente esburacada por destinos e obrigações que o homem comum dolorosamente impõe, incapaz de perceber o quão infinitamente sublime e necessária é a dádiva do próprio corpo como veículo quase voluntariamente martirizante na ajuda na construção da beleza e da Arte – e, por conseguinte, do verdadeiro Amor.
Les Uns et les Autres é apresentado como um filme «simples, com pessoas como nós, mas que talvez sofrem mais devido à sua sensibilidade»; é talvez pela aparente despretensão de Lelouch que as quatro narrativas em paralelo se desenrolam harmoniosamente - ao longo de momentos da 2ª Grande Guerra e Guerra da Argélia - indo convergir numa só, numa iniciativa pela paz – o evento da Cruz Vermelha/Unicef – onde todos estão presentes ou representados, e por sua vez se fazem representar através dos meios de comunicação com que estão mais familiarizados: a música. A Torre Eiffel surge então como elemento unificador e cenário, simbolizando não só uma Paris-cidade europeia mas também a Paris das conversações de paz, das organizações humanitárias, das escolas de arte e do poder de centralização do Amor, do tal Amor maior que a própria humanidade, exibindo-se a performance final como uma metaforização da arma mais poderosa do mundo, e que só é passível de ser utilizada na sua total plenitude quando todos cooperam nessa mesma unificação.
O filme inicia-se e acaba com uma mesma sequência que o havia de tornar famoso – e até influenciar a tradução que o título sofreu em diversos países, que o chamaram simplesmente Bolero –, conseguindo transformar as quatro narrativas principais, que correspondem aos quatro países onde o filme tem lugar, num só fio dourado perfeito e circular que encaixa como uma grinalda na cabeça de Jorge Dunn, o intérprete da aclamada coreografia do Bolero de Ravel por Maurice Béjart.
São mais de quatro décadas brilhantemente contidas em cerca de três horas de filme que nos deixam sem fôlego – quem diria que, afinal, somos todos iguais? Bem, mas uns mais iguais que outros, já diz a canção do filme...
Durante mais de 40 anos, quatro países são unidos por duas forças tão poderosas quanto opostas na sua mais pura essência: a guerra e a música. Poder-se-ia falar de amor, claro, mas o amor romântico em Les Uns et les Autres supera-se a si próprio pela sensibilidade extrema que compõe a aura magnética de todo e cada protagonista que são, na sua pequenez, elementos da frágil teia de quem respira Arte como vida, de quem faz do palco a sua casa, tornando-se essa mesma teia subitamente esburacada por destinos e obrigações que o homem comum dolorosamente impõe, incapaz de perceber o quão infinitamente sublime e necessária é a dádiva do próprio corpo como veículo quase voluntariamente martirizante na ajuda na construção da beleza e da Arte – e, por conseguinte, do verdadeiro Amor.
Les Uns et les Autres é apresentado como um filme «simples, com pessoas como nós, mas que talvez sofrem mais devido à sua sensibilidade»; é talvez pela aparente despretensão de Lelouch que as quatro narrativas em paralelo se desenrolam harmoniosamente - ao longo de momentos da 2ª Grande Guerra e Guerra da Argélia - indo convergir numa só, numa iniciativa pela paz – o evento da Cruz Vermelha/Unicef – onde todos estão presentes ou representados, e por sua vez se fazem representar através dos meios de comunicação com que estão mais familiarizados: a música. A Torre Eiffel surge então como elemento unificador e cenário, simbolizando não só uma Paris-cidade europeia mas também a Paris das conversações de paz, das organizações humanitárias, das escolas de arte e do poder de centralização do Amor, do tal Amor maior que a própria humanidade, exibindo-se a performance final como uma metaforização da arma mais poderosa do mundo, e que só é passível de ser utilizada na sua total plenitude quando todos cooperam nessa mesma unificação.
O filme inicia-se e acaba com uma mesma sequência que o havia de tornar famoso – e até influenciar a tradução que o título sofreu em diversos países, que o chamaram simplesmente Bolero –, conseguindo transformar as quatro narrativas principais, que correspondem aos quatro países onde o filme tem lugar, num só fio dourado perfeito e circular que encaixa como uma grinalda na cabeça de Jorge Dunn, o intérprete da aclamada coreografia do Bolero de Ravel por Maurice Béjart.
*texto retirado da net, alterado por mim.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
Novo Ano...
E eis que entrámos no novo ano! O ano 2009 foi um ano de grandes acontecimentos. Não, não me saiu a lotaria e muito menos o Euromilhões, também não mudei de emprego ou sai de casa. Mas sim, foram grandes acontecimentos... em mim. Foi um ano de grande grande investimento em mim, aprendendo-me, reconhecendo-me e aceitando-me. Foi ano de amores e desamores, ano de conquistas e fracassos, ano de esquecer e lembrar, ano de sabor doce e amargo... Mas não é tudo isto que dá sabor à vida? E chego ao final deste novo ano, a achar que foi um bom ano... Estou feliz e isso é o que mais importa, não é?!
Desejos para o novo ano?! Todos temos, não é? Mas esses, disse-os à Lua Cheia à meia-noite... E deles... Ela é unica testemunha.
Feliz Ano de 2010 para todos vós e... Sejam felizes!
Desejos para o novo ano?! Todos temos, não é? Mas esses, disse-os à Lua Cheia à meia-noite... E deles... Ela é unica testemunha.
Feliz Ano de 2010 para todos vós e... Sejam felizes!
quinta-feira, dezembro 24, 2009
Feliz Natal
Um Santo e Feliz Natal com muita saúde, paz e alegria para todos vós...
... Que os votos e palavras desta época festiva se prolonguem pelo resto do ano.
terça-feira, dezembro 15, 2009
O Natal está a chegar...
O Natal está a chegar e isso traz-me uma série de sentimentos contrários e confusos. Se por um lado digo que não gosto do Natal por outro lado... até gosto! Não gosto porque lembra-me o que perdi ou quem não tenho junto a mim, por quem já morreu e que me fazia celebrar o Natal, pela tradição familiar que não tenho, pela correria aos presentes,... e por muito muito mais. Por outro lado gosto das canções de Natal, das luzes e de alguma alegria que vem (aos outros) nesta época festiva... Desde muito nova que esta foi uma época de sentimentos confusos e opostos, mas ela está a chegar... vem aí... e eu só tenho que a viver o melhor possivel... quem sabe se este ano não será um pouco melhor?! Feliz Época Natalicia para todos vós!
Uma das coisas que me faz confusão nesta época é a solidariedade que aparece...
A solidariedade não me faz confusão... faz-me confusão é esquecerem-se o resto do ano!
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